Roger Waters
Um show com mais de 30 anos e um músico que perto dos 70.
Parecia uma combinação ultrapassada, mas não. Este é o visionário inglês Roger
Waters e o seu mega concerto “The Wall”. A caminho do Brasil, o astro promete
homenagear um brasileiro morto por
engano pela polícia no metrô de Londres, há sete anos.
Ele foi o primeiro a imaginar um show de rock com poderosos
efeitos visuais. Isso há mais de três décadas. Em Buenos Aires, em uma conversa
bem descontraída, o ex-líder do Pink Floyd, Roger Waters, falou sobre a antiga
banda, vida pessoal e sua criação favorita, “The Wall”.
Os temas pesados da composição original, a guerra e a
repressão, hoje quase não combinam com um Roger Waters que se diz mais otimista
com a vida e mesmo assim, “The Wall” é sua marca registrada .
“Quando eu criei “The Wall”, ainda estava na banda”, ele
diz. Mas ao olhar o programa do show original, pode-se conferir: “The Wall”,
escrito e dirigido por Roger Waters e apresentado por Pink Floyd. Ele afirma
que “The Wall” sempre foi uma obra exclusivamente dele.
Nem o fim do Pink Floyd, uma das mais bem sucedidas bandas
de rock, ele diz olhar com saudade. “No final da minha carreira no Pink Floyd,
eu fazia cada vez mais e os outros cada vez menos. Eu sai e eles continuaram.
Foi simples assim”.
Waters, um dos maiores baixistas da história, fala que
adoraria ter sido um bom guitarrista ou ter uma boa voz: “Eu sei cantar, mas
não sou um ótimo cantor e também não toco de verdade. Meu negócio mesmo é
compor”, afirma.
Nos shows que vão ser realizados no Brasil, ele promete
emocionar com uma surpresa. Logo depois de tocar o clássico “Another brick in
the wall”, o público vai ouvir uma nova variação sobre o tema.
Para os fãs de Pink Floyd, ou de Roger Waters, “The Wall” é
um presente, não só para os ouvidos, mas também para os olhos. Segundo ele, o
maior trunfo visual são as imagens projetadas no muro, uma tela com mais de 140
metros de extensão.
E para quem acha que esse é o show de despedida, Waters tem
um recado: “Vou continuar no palco até quando meu corpo aguentar”, garante o
músico.
Bernardo Alves de Souza e Felipe Boechat Lode


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